Estas são para a princesa cá de casa, mas há mais com e sem mangas, curtas ou compridas, de cores variadas e com tudo o que os mais pequenos gostam. É só pedir!

AS PALAVRAS, Eugénio de AndradeSão como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta?
Quem as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?